Envelhecer com sentido: O novo olhar sobre a longevidade

Em um tempo em que a longevidade deixa de ser exceção para se tornar regra, novas formas de viver o envelhecimento emergem como respostas necessárias – e, sobretudo, humanas. Em Sete Lagoas, o Serrana Living nasce nesse contexto, propondo mais do que um residencial: um novo olhar sobre a vida após os 60, onde autonomia, cuidado e sentido caminham juntos.

É nesse cenário que duas trajetórias profundamente conectadas ao cuidado se encontram e se complementam. De um lado, a sensibilidade e a escuta qualificada da psicóloga Thamires Moura Dias. Do outro, a experiência sólida e a liderança da enfermeira Adriana Souza Abreu Sales. Juntas, elas representam mais do que funções técnicas: traduzem, na prática, um conceito contemporâneo de envelhecer.

A história de Thamires é marcada pela resiliência e pela construção de sentido desde cedo. Ao transformar a dor em caminho, encontrou na Psicologia não apenas uma profissão, mas um compromisso com o outro. Sua trajetória, atravessada por experiências em contextos de alta complexidade – como a atuação em UTI durante a pandemia -, revela uma profissional que compreende a profundidade das emoções humanas, especialmente nos momentos mais delicados da vida.

Esse olhar sensível se amplia quando direcionado ao envelhecimento. Para Thamires, envelhecer não é sinônimo de perda, mas de transformação. É uma fase que convida à ressignificação, à construção de novos vínculos e à redescoberta do próprio lugar no mundo. No Serrana Living, sua atuação fortalece exatamente isso: um ambiente onde cada história continua sendo escrita com dignidade e pertencimento.

Já Adriana carrega consigo uma trajetória que une técnica, gestão e, acima de tudo, afeto. Com décadas dedicadas à enfermagem, passando por instituições de referência e assumindo posições estratégicas na saúde, construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a vida em sua dimensão mais ampla – do cuidado assistencial à organização de serviços complexos. Mas é na sua essência que reside um dos seus maiores diferenciais: a valorização dos vínculos. Suas memórias familiares, seu papel como agregadora e sua relação genuína com pessoas – especialmente idosos – revelam uma profissional que entende o cuidado para além dos protocolos. Para Adriana, cuidar é também acolher, organizar, criar ambientes onde a vida possa ser celebrada.

No Serrana Living, essa visão se traduz em estrutura, processos e, principalmente, propósito. Cada detalhe do residencial foi pensado para promover autonomia sem abrir mão da segurança, oferecendo uma experiência que une conforto, tecnologia e convivência. Mais do que atender necessidades, o espaço convida à continuidade da vida com qualidade e significado.

O projeto, idealizado pelos empresários Arísio França Jr. e Marcelo Campos Reis, surge como resposta a um dos maiores desafios contemporâneos: o envelhecimento populacional. Em um país que envelhece rapidamente, iniciativas como essa rompem com modelos tradicionais e propõem uma nova lógica – menos assistencialista, mais integrativa, onde a pessoa idosa é protagonista da própria história.

Essa mudança de paradigma também passa pela desconstrução de estigmas. Envelhecer não é, necessariamente, perder – é, muitas vezes, ganhar tempo, experiência e novas possibilidades. Ao estimular a autonomia, os vínculos e a participação ativa, o Serrana Living se posiciona como um espaço que amplia horizontes, em vez de limitá-los.

Mais do que um endereço, o residencial se apresenta como um lugar de encontros – consigo mesmo, com o outro e com a própria história. Um ambiente onde o cuidado é técnico, mas também humano; onde a rotina é estruturada, mas nunca engessada; e onde cada residente é visto em sua singularidade. Assim, Adriana e Thamires não apenas conduzem um projeto – elas representam uma nova forma de pensar o envelhecimento.

Uma forma que reconhece o valor da vida em todas as suas fases e que transforma o passar do tempo em oportunidade de viver com mais liberdade, dignidade e sentido.

O Serrana Living chega a Sete Lagoas com uma proposta inovadora. Como vocês definem esse novo conceito de residencial sênior?

Adriana – O Serrana Living Residencial Sênior vem com uma proposta ousada de moradia para o público 60+. Uma proposta de um local de moradia que atenderá pessoas com 60 anos ou mais, autônomas e independentes, até pessoas com algum comprometimento de atividade básica de vida diária (dificuldade de locomover-se sozinho, alimentar-se, realizar sua higiene pessoal, entre outros) ou um comprometimento cognitivo (esquece do que fez há poucos instantes).

Um local com uma infraestrutura maravilhosa, suítes confortáveis, com 26,4 m², bem decoradas, aconchegantes, com banheiros exclusivos, adaptados para necessidades especiais, varanda com vista para um jardim enorme, bem planejado, sala de convivência e socialização, sala de atividades recreativas e terapêuticas, sala de pilates e de atividade física, piscina aquecida, espaços de cultivo de horta e jardinagem, espaço ecumênico, cinema, salão de beleza, várias áreas de socialização: praça com opções de recreações, pergolado com fogão à lenha e espaço para confraternização, entre outros.

Programações diárias de várias atividades em que o residente poderá optar por participar, a fim de manter-se ativo fisicamente e mentalmente, que é o propósito comum ao ser humano. Um local onde o morador não precisa ter preocupações rotineiras com casa, como: fazer supermercado, preocupar-se com a limpeza, com a manutenção de itens de casa estragados, com roupa para lavar, entre outros.

Conta também com uma cozinha própria com 6 refeições diárias, elaboradas por nutricionista, com as adequações nutricionais que cada residente precisar. Teremos também uma parceria com o restaurante Vila Bistrô para proporcionar experiências gastronômicas diferentes, saborosas e requintadas para os que quiserem desfrutar de um cardápio mais elaborado.

Está sendo montado também um espaço de copa em que cada residente poderá utilizar e realizar seus próprios lanches, caso queiram, com toda a infraestrutura necessária.

Um destaque para esse projeto é o uso de tecnologia para monitoramento e prevenção de queda, uma tendência nesse mercado do público 60+. Exemplo disso é o acendimento automático de luzes no rodapé assim que a pessoa colocar os pés no chão do quarto, proporcionando uma iluminação adequada para a movimentação noturna, monitoramento de dados vitais continuamente, através de relógios de pulso específicos a fim de que alterações sejam detectadas precocemente e quedas sejam evitadas.

É importante destacar que cada residente do Serrana será tratado na sua individualidade e que os recursos tecnológicos são instituídos conforme necessidade de cada morador. O Serrana vem com o conceito de elegância, conforto, segurança e autonomia para os residentes, com respeito à individualidade de cada um. Ou seja, estamos aqui para tornar os dias das pessoas alegres, ativos, com convivência prazerosa e, além de tudo isso, com uma equipe de assistência à saúde multidisciplinar e capacitada para fazer um direcionamento e um acompanhamento mais individualizado, se necessário for.

A equipe de assistência à saúde do Serrana Living conta com as seguintes especialidades: médica, enfermeira, psicóloga, nutricionista, fisioterapeuta, educador físico, recreadora, musicoterapeuta, dentista, fonoaudióloga, técnicos de enfermagem e cuidadores de idosos. Uma equipe completa, treinada para proporcionar uma qualidade de vida digna, respeitosa, baseada em desenvolvimento da autonomia e, além de tudo, bastante afetuosa.

O Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento populacional. Como vocês analisam esse cenário e seus impactos na sociedade?

Thamires – O envelhecimento populacional no Brasil é, de fato, uma das transformações demográficas mais relevantes da atualidade. Esse fenômeno decorre principalmente do aumento da expectativa de vida e da mudança significativa na configuração das famílias, cada vez menores em número de filhos, trazendo consigo desafios complexos que exigem respostas estruturadas e intersetoriais.

Neste cenário, o Serrana Living apresenta à população de Sete Lagoas um novo modelo de viver, pensando no cuidado preventivo e integral, com foco na qualidade de vida do público 60+, estimulação da mobilidade e autonomia.

Para nós, mais do que um desafio, o envelhecimento populacional deve ser compreendido como uma oportunidade de mudança de paradigma, saindo da lógica assistencialista comum ao contexto que vivemos para uma abordagem que valorize a autonomia, a dignidade e o protagonismo da pessoa idosa.

Diferente de modelos tradicionais, o Serrana Living também acolhe idosos independentes. O que motivou essa abordagem mais contemporânea do envelhecimento?

Adriana – Na concepção do projeto, os empreendedores fizeram inúmeras pesquisas e visitas técnicas, e a percepção foi de pouca oferta de mercado em espaços de socialização para um público 60+ autônomo. Esse foi o ponto inicial para o desenvolvimento do projeto arquitetônico e para o modelo de operação que abrangesse a diversidade de necessidades da fase idosa.

O Serrana vem com um conceito de assistência e cuidados diferenciados que proporcionará condições de atender a quaisquer necessidades do público 60+, independente do seu perfil, seja uma pessoa independente, seja os que precisarem de assistência à saúde 24 horas.

Dessa forma, o Serrana preenche uma lacuna no mercado de proporcionar ao público 60+ independente uma melhoria na qualidade de vida, com redução de sintomas de depressão e ansiedade, redução de problemas de saúde, melhora do humor e da autoestima, melhora da disposição e do bem-estar, criação de novos vínculos afetivos e manutenção da independência.

Ainda existe um estigma que associa envelhecimento à perda e dependência. Como desconstruir essa visão limitada?

Thamires – Desconstruir este estigma exige uma mudança cultural contínua, por meio de psicoeducação, práticas sociais e revisão de crenças profundamente enraizadas. No Serrana Living, somos intencionais na busca desta desconstrução de estigma. Entendemos que o envelhecimento pode ser vivenciado como uma fase de desenvolvimento, com novas possibilidades, vínculos e aprendizados.

Dessa maneira, ao estimular autonomia, protagonismo e participação social, ressignificamos essa etapa da vida e ampliamos a forma como o envelhecimento é representado. Cabe ressaltar que a velhice não é uma experiência homogênea: existem múltiplas formas de envelhecer, com diferentes níveis de autonomia, interesses, produtividade e participação social. Dar visibilidade a pessoas idosas ativas ajuda a romper com a narrativa da fragilidade.

Na prática, isso passa pela identificação e reestruturação de crenças disfuncionais associadas ao envelhecer, tanto em idosos quanto em familiares. Outro ponto central é o estímulo à autonomia e ao protagonismo. No Serrana Living, os ambientes são pensados e estruturados para incentivar escolhas, manutenção de papéis sociais e senso de utilidade; esses fatores contribuem diretamente para o envelhecimento saudável.

No residencial, iremos além do cuidado assistencial, promovendo inclusão, acessibilidade e oportunidades de participação ativa.

Com sua forte atuação em gestão e assistência, quais são os principais pilares técnicos que estruturam o cuidado dentro do residencial?

Adriana – Os pilares fundamentais para a promoção da longevidade com qualidade de vida para pessoas independentes ou pessoas com necessidade de cuidados são socialização e convivência; estimulação da mobilidade e autonomia; promoção da saúde e do bem-estar emocional. E são nesses conceitos que o Serrana Living se embasa para estruturar toda a assistência técnica para o público 60+.

Socialização e convivência: promovendo momentos de interação entre residentes, equipe e familiares e, para isso, contamos com grade de atividades bastante diversificada e com vários espaços aconchegantes para que essas interações ocorram;

Estimular a mobilidade e autonomia: toda a equipe está sendo treinada para que proporcione a cada residente o máximo de independência possível e que o profissional só intervenha em caso de necessidade, pois a autonomia fortalece as capacidades de cada pessoa;

Promoção à saúde e ao bem-estar emocional: através do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar de saúde pode-se prevenir inúmeras complicações e agravamentos de doenças, o que proporciona uma melhor qualidade de vida e fortalecimento do bem-estar físico e emocional de cada um.

A estrutura do residencial chama atenção pelo conforto, segurança e estímulo ao convívio. Como cada detalhe foi pensado para promover bem-estar e autonomia?

Adriana – A equipe de direção é extremamente dedicada e preocupada para que cada item que está sendo oferecido seja o melhor para esse público. Vale ressaltar a experiência desse grupo no mercado hoteleiro em Sete Lagoas, com 25 anos de atuação no ramo. Fizemos inúmeras reuniões, estudos direcionados por especialistas na área, pesquisas, participações em congressos e visitas técnicas, a fim de oferecermos o melhor conforto e segurança para os residentes.

E ainda, a participação de toda a equipe multidisciplinar opinando, direcionando a montagem de espaços pertinentes à sua área de atuação, com conhecimento técnico e vivencial. No Serrana Living não há degraus, não há quinas; todo o mobiliário foi testado quanto a conforto, peso, altura e largura para que o risco de queda seja minimizado ao máximo.

Do ponto de vista psicológico, quais são as principais demandas emocionais que surgem no processo de envelhecimento?

Thamires – O envelhecimento envolve um conjunto de demandas emocionais que vão além das questões biológicas, estando profundamente relacionadas a mudanças de papéis, vínculos e sentido de vida. Entre as principais demandas, destaca-se o enfrentamento de perdas, não apenas de pessoas significativas, mas também de funções, autonomia plena, papéis sociais (como aposentadoria) e, por vezes, do próprio senso de utilidade.

Outro ponto central é a necessidade de manutenção da identidade e do sentido de vida. Muitos idosos se deparam com a pergunta “qual é o meu lugar agora?”. Trabalhar propósito, pertencimento e continuidade da história pessoal torna-se fundamental. O isolamento social também aparece como uma demanda crítica diante da diminuição da rede de contatos, dificuldades de mobilidade e mudanças familiares que podem levar à solidão.

Nesse contexto, a necessidade de vínculos significativos e espaços de convivência ganha ainda mais relevância. Além disso, o envelhecimento frequentemente mobiliza reflexões sobre finitude, legado e revisão de vida. Esse processo pode ser saudável e integrador, mas também gerar angústia, medo da morte e arrependimentos, exigindo suporte emocional qualificado.

Fonte: Meu Doutor / Minha Doutora – Impressa e Digital nº 68 Abril 2026